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Letras com Aromas

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Letras com Aromas

O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo

19:03 | Publish by Unknown

A pedido da minha "americana" favorita e devido ao "mar de lágrimas" que terei feito correr com o último texto que escrevi (os meus "americanos") deixo-vos hoje a receita do melhor Bolo de Chocolate.
Este bolo foi desde sempre o melhor que comi até hoje. Esta receita tem cem anos - diz a minha mãe. Já a fiz milhar de vezes e só o da minha mãe é que fica fantástico.
Dizia a minha prima que depois de ler aquele texto que precisava mesmo de uma fatia de Bolo com Chocolate. Assim, aqui fica e façam-me o santo favor de a experimentarem.

Ingredientes
2 Chávenas de açúcar branco (é indiferente o tamanho dela, mas façam com a mesma para todas as medidas)
2 Chávenas de farinha
4 ovos grandes e inteiros
1 Chávena de óleo
1 Colher de chá de fermento
100 gr. de chocolate em pó
1 Chávena de água a ferver
2 quadrados de chocolate de leite.

Preparação
Pré aqueçam o forno a 180º.
Deitem tudo, menos a água e os quadrados de chocolate, para uma tigela, mexam até a massa fazer bolhas e a batedeira deitar fumo.
No fim vertam a água a ferver com os quadrados de chocolate lá dentro e derretidos, mexam novamente e deitem a massa numa forma (amovível ou não) untada com manteiga e polvilhada de farinha para não pegar.
Levam o bolo ao forno durante 45 minutos, mas como o vosso forno pode ser diferente tenham sempre em atenção.
Em caso de não saberem como: usem a técnica do palito. Inserem-no no bolo se sair molhado está mal cozido, se sair seco está na hora de lamberem os beiços!

A todos, mas em especial à minha "americana" favorita: deliciem-se...

Etiquetas: Sobremesas 2 comentários

Os meus "americanos"

23:10 | Publish by Unknown

Estávamos em 1985 no último mês desse ano e a minha tenra vida tinha acabado de dar uma volta de 180º. Tudo tinha mudado e não tinha sido para melhor. O meu pai tinha acabado de partir, eu tinha feito doze anos e o Natal tinha-nos deixado há umas horas...
Pensei que nada mais poderia correr mal. Nada seria como dantes. O meu dançarino favorito tinha levado os seus pés, onde eu colocava os meus para dançar, para nunca mais voltar...
Restavam-me a minha mãe, o meu irmão, os meus avós, os meus tios e a minha prima. A minha quase irmã, os meus quase pais.... Estava enganada!
Umas horas depois do Natal ter terminado, também fiquei sem eles. Foram-se embora! Tinham de emigrar! Tinham de procurar uma vida melhor! Tiveram de me deixar!
Vinham, e vêm, praticamente todos os anos passar férias connosco, mas não era a mesma coisa!
A minha família, em questão de dias, tinha ficado mais pequena! E eu tinha ficado mais pobre! Nem emigrar me faria mais rica naquela altura.
"Depois de trinta anos porque é que falas disso agora?" É uma pergunta legítima a que fazem, mas hoje era dia de pôr no papel um pouco da história desta vossa Marquesa e prestar homenagem a três pessoas tão importantes na minha vida!
Já vos contei histórias da fantástica mulher que me deu vida a quem para além de Mãe, chamo Amiga; histórias da mulher que a ajudou a criar-me que para além de Avó foi a mulher que me ensinou o sentido da vida com as maiores doidices e hoje é dia de vos contar a histórias dos meus "americanos" favoritos.
Imaginem o meu tio, para quem não o conhece, claro!, com uma barriga avantajada mas de todo gordo, com as unhas sempre encardidas, devido à sua arte de trabalhar em carros, com um cabelo meio acinzentado, algo que tem desde os seus dezasseis anos e com o sorriso e abraço mais quente do mundo! Este é o meu Tio Mino. Aquele que correu "Seca e Meca" comigo e com a minha família durante a férias! Aquele que me sentou num cavalo a primeira vez! Aquele de quem me orgulho de ser a sua sobrinha!
Agora observem com atenção aquela senhora pequena, de olhos esguios, com as unhas mais bonitas que alguma vez vi e com as mãos mais perfeitas para trabalhos de agulha! Conseguem vê-la lá ao fundo? Conseguem ver aquele sorriso largo e rasgado quando a sobrinha diz um disparate ou uma asneira cabeluda, coisa que ela não admite a muita gente? Conseguem? Essa é a minha tia Tilde. Aquela que faz tortas de laranja como ninguém e que adora os meus beijos no pescoço!
Só falta mesmo a minha"irmã". Aquela de quem sinto tanta falta, aquela de quem cada vez que falamos ao telefone estamos horas infinitas sem nos preocuparmos com os euros que gastamos.
Querem conhecê-la? É pequena como a mãe, magra (estúpida) como só ela e deliciosamente "mãe galinha" como uma "mãe galinha" pode ser! Tem três filhos! Todos homens. Todos enormes e todos adoráveis! E eu tenho orgulho da forma como os criou, como os educou e como os transformou em verdadeiros homens de futuro!
Este são os meus "americanos" que tanto amo e tanto adoro!
Hoje é dia de lhes prestar homenagem. Hoje é dia de vos contar a sua história!
Já agora: deliciem-se...

Etiquetas: Fait divers 1 comentários

Já não estava habituada!

22:34 | Publish by Unknown


Já lá vai algum tempo em que a correria e os tempos de espera faziam parte da minha vida diária... Agora voltaram outra vez! Já não estava habituada.
Às duas da tarde, às vezes, às três da tarde e almoço "viste-lo por um canudo". A sério que já não estava habituada.
Ficar "sem pés" por cansaço, costas "descadeiradas" por não ter onde sentar o "quiosque": já não estava habituada! 
Mas como sempre são inerências da vida de quem trabalha. Não que o facto deste ano e meio em que estive de Profissão de Mãe não tivesse trabalhado e bastante, no entanto, quando tinha fome comia, quando cansada, sentava-me...
Agora se tenho fome: só paro quando acabo, se estou cansada: espero que o cansaço passe...
Tinha saudades disto! Tinha saudades da correria, das esperas, da fome e do cansaço...
Mas digo-vos de coração: já não estava habituada!
Deliciem - se...

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A nossa "preciosa" Europa!

14:00 | Publish by Unknown

 Hoje tenho de escrever. Hoje tenho de falar.
Têm-me perguntado porque razão não tenho escrito no blog? É fácil! Até hoje não tinha nada para dizer....
Até hoje, porque me sinto cada vez mais triste com a humanidade no geral. Não posso afirmar que são só alguns, são todos os que escrevem, falam ou gritam aos quatro ventos a desgraça que aí vem, o que vão fazer à nossa preciosa Europa? 

Por favor, a nossa memória é tão curta, as nossas lembranças da história mundial são tão pequenas como a memória do peixe Dóris.

São muçulmanos como poderiam ser judeus, como poderiam ser negros.... Acima de tudo são pessoas desesperadas que precisam de ajuda. Quem somos nós para nós termos esquecido do que os cristão fizeram durante centenas de anos aos restantes povos em nome de Deus? 

Quem somos nós para negarmos ajuda a quem quer que seja? "Também nos negam aos que precisam no nosso país" dizem vocês. Certo! E o que fizeram vocês, nós, para ajudar os que precisam no nosso país? Nada. Por mim falo e por mim faço o mea culpa!

Quando a Alemanha se lembrou de irradiar todos os que não eram brancos ou não tinham a religião certa, ninguém fez nada até as fotos dos campos de concentração aparecerem nos jornais ou nas filmagens que passavam no cinema da altura! Ou alguns só se lembraram de ajudar quando a bomba lhes caiu em casa....

Hoje preciso de escrever e deitar cá para fora o que sinto. 
Não é fácil aceitar o que é diferente; não é fácil aceitar o que não é para nós normal... 
Por favor, sejamos diferentes, mas no fundo todos iguais! Devemos, por tudo o que os nossos avós passaram, ajudar quem precisa!

Não gostamos de ver uma criança sem comer, na rua a pedir esmola... A nossa primeira reacção é dizer que a culpa é dos pais que não lhes ensinam maneiras, que não os colocam na escola, que lhes ensinam tudo o eu não devem fazer.... E nós fazemos o quê? Vista grossa porque nos é mais fácil. Olhamos para o lado, porque não queremos ter nada a ver com aquilo. "Os meus filhos jamais o fariam!" Como é que sabem, se felizmente, nunca tiveram de passar fome ou pedir esmola para sobreviver!

Quem somos nós para atirar a primeira pedra, porque a nossa preciosa Europa nos pede para ajudar os refugiados que aí vêm? Quem somos nós para pensar que todos os que aí vêm são terroristas desesperados por matar o Ocidente maquiavélico?

Queremos um mundo melhor para os nossos filhos? 
Façamos então algo por isso! Abram as vossas, as nossas, mentalidades para percebermos que embora todos diferentes, nós somos todos iguais! SERES HUMANOS!

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